
Na Varanda
JG de Araujo Jorge
JG de Araujo Jorge
Da minha varanda
vejo o mar.
Vejo os navios.
Da minha varanda
vejo a rua.
Os vendeiros, as crianças.
Da minha varanda
vejo os grandes edifícios.
E vejo outras varandas, camarotes de um disforme
anfiteatro
sobre um palco movimentado.
Da minha varanda
vejo o céu.
Os prateados aviões que pasam
como aves surrealistas
sem assustar os pardais.
Da minha varanda
às vezes, me vejo também...
Mas é tão raro eu passar...
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